XIRUGRAVURAS

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Equipe Gráfica Fidalga

 

Xirugravuras é um livro-objeto lançado em 2009 pela Editora Choque Cultural e produzido na Gráfica Fidalga, em uma velha impressora de lambe-lambes (letterpress) com tipos artesanais e matrizes xilográficas de artistas gaúchos. A seleção dos artistas coube a Carlos Dias e a co—produção do livro ao Coletivo Rua.

 

 

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Edição de tiragem numerada de 400 exemplares. 64 p. 50 x 35 cm. Ainda existem alguns números disponíveis. Entre em contato: mari@choquecultural.com.br

 

 

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História do Xirugravuras

 

A história por trás da publicação não é nada convencional e envolve jovens artistas e antigas técnicas de impressão. Dois eventos simultâneos nos motivaram a criar esse projeto: uma exposição que nos emocionou pelo engajamento dos artistas e a ameaça de fechamento de uma parceira de longa data, a Gráfica Fidalga.

A exposição coletiva Trimassa reuniu, em 2008, jovens talentos de um cena vibrante que acontecia em Porto Alegre, principalmente em torno de linguagens urbanas. A exposição mostrou (muitos pela primeira vez em São Paulo) talentos, como Bruno 9li, Carla Barth e Talita Hoffman, Luciano Scherer entre outros. O engajamento do grupo foi enorme e nos incentivou a dar continuidade ao programa, apresentando mais artistas dessa cena através de uma publicação coletiva. Até esse momento não sabíamos que tipo de publicação nós faríamos, mas desde 2004 vínhamos organizando diversas edições colaborativas em pequenas tiragens e variadas técnicas de impressão, como o Livro dos Monstros ou a série Pacotêra, usando tipografia, serigrafia, carimbos, xerox, xilogravura, letterpress, estêncil, só para citar algumas técnicas de reprodução.

Nesse mesmo ano, agravava-se a situação já dramática da Gráfica Fidalga, uma velha oficina tipográfica que estava instalada na rua Fidalga na Vila Madalena, próximo à Choque. A história da gráfica se confunde com a história do lambe-lambe em São Paulo e do seu prelo saíam icônicos cartazes de propaganda barata para eventos musicais e circenses, baseada em colagens extensivas nos muros da cidade, com cartazes que compunham textos sucintos reproduzidos pelas grandes letras impressas em folhas de 96 cm por 66 cm. Depois da instituição da Lei Cidade Limpa em 2006 – que proibiu qualquer publicidade no espaço público urbano – a Fidalga perdeu quase todos os seus clientes. Nós que fazíamos nossos convites para exposições em formato de lambe-lambe nessa gráfica e cientes das dificuldades em manter o negócio, intensificamos a produção gráfica da nossa editora tentando mante-los ocupados e faturando.

Dessa coincidência de fatores, surgiu a ideia de um livro todo feito na Fidalga, página por página impressa na Johanesberg 1929 e encadernado a mão. As folhas de 75 gramas, típicas dos lambe-lambes foram impressas e dobradas na encadernação. Cada página contém uma xilogravura feita por um artista dos
Vinte e seis que participam desse projeto.

 

Artistas apresentados no Xirugravuras:
Antonio de Paula, Carla Barth, Carlos Dias, Fabio Zimbres, Geraldo Tavares, Jotape Pax, Lia Leticia, Lidia, Luciano Scherer, Luiza Ritter, Marcelo Monteiro, Mateus Grimm, Matheus Walter, Nina Moraes, Pedro Guitierres, Pingarilho, Renata Polli, Rochele, Sylvio Alaya, Talita Hoffman, Tinico Rosa, Trampo, True, Virginia Simone, Viti e Wagner Pinto.

 

 

 

 

 

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Exemplo das propagandas em letterpress – que provavelmente nunca mais serão vistas na cidade

 

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Equipe da Gráfica Fidalga segura o cartaz de lançamento da revista Creative Review em número dedicado ao nosso trabalho gráfico