REDE CHOQUE apresenta: Moara Brasil

0 - Foto da Artista Moara Brasil

foto: @tysilva_ Ty Silva

 

A Rede Choque apresenta uma série de múltiplos da artista Moara Brasil, cuja aquisição deve ser feita diretamente através do site da artista AQUI. As obras custam a partir de 100 reais e a renda ajudará a manter vivo o espaço @colabirinto – que promove principalmente artistas de origem indígena. Curadoria de Juliana Crispe

 

Moara Brasil é artista visual e curadora ativista. Nasceu em 1983, em Belém do Pará e reside em São Paulo. Sua família é do povo de Cucurunã (Santarém/PA) e de Boim (a antiga Aldeia dos Tupinambaranas). Faz parte do @colabirinto. Atualmente está se dedicando à pesquisa sobre o apagamento e resistência da memória indígena de sua família de Cucurunã e de Boim e na criação de um “Museu” itinerante, o “Museu da Silva”, que, além de tratar da pesquisa sobre sua genealogia familiar,  procura revelar as consequências contemporâneas dos processos violentos da colonização. Seus últimos trabalhos incluem a participação com uma performance no Festival Internacional da Imagem Valongo, em 2019, com curadoria de Diane Lima. Como também no Seminário de Histórias Indígenas do MASP, uma das convidadas para falar sobre o “Museu da Silva”, ao lado do curador Brook Andrew ; idealização do “Agosto indígena”  (2019/São Paulo – @colabirinto) e no evento Teko Porã, na Expo coletiva “Re-antropofagia” com curadoria de Denilson Baniwa e Pedro Gradella (2019/Niterói- Centro de Artes da UFF). Recentemente foi convidada para a Bienal de Sydney de 2020 (curador Brook Andrew) com um vídeo inédito que a artista fez da Marcha das Mulheres Indígenas em 2019. Já foi indicada ao Prêmio de Arte e Educação da Revista Select, em 2018, pelo projeto II Bienal do Ouvidor 63, ocorrido na maior ocupação artística de São Paulo. Faz parte do coletivo “MAR (mulheres artistas paraenses)”. 

 

01 - Reconexao

Reconexão, 2017 Colagem analógica e Pintura. 42 x 59,4cm. Obra presente no acervo do Projeto Armazém

 

Na série Mirasawá Moara Brasil nos apresenta a temática feminina indígena a partir de colagens analógicas, digitais e pinturas, voltando-se para distintas culturas. A artista vem produzindo desde 2016 sua série O “Sagrado Feminino” que se transformou em Mirasáwa, que significa povo em nheengatu. A sabedoria feminina é retratada pela artista, trazendo referências de mulheres fortes, curandeiras, benzedeiras, parteiras e indígenas atuantes.

Moara investiga em seus trabalhos sua origem indígena, a ancestralidade, as marcas deixadas pela colonização, e as relações feministas e de empoderamento das mulheres indígenas. A espiritualidade, a filosofia, os rituais e a cosmovisão indígena estão apontadas em suas obras como memória viva que valoriza as culturas ancestrais através da sua produção contemporânea. Segundo a artista “proponho uma ampliação da consciência pelas origens e memórias culturais, discutindo os papéis do passado e do presente em um ambiente urbano em crise de identidade.”

Entre colagem, pintura, muralismo, desenho, instalação, performance, linguagem corporal, fotos; a  artista trabalha com linguagens distintas como expressão, em um hibridismo que corrobora para sua produção. 

 

02 - maeeluamenor

Mãe Lua, 2017. Colagem analógica e Pintura. 42 x 59,4cm. Obra presente no acervo do Projeto Armazém

 

 

03 - Moara_Mãe_Cy

Mãe Cy, 2019 Colagem digital. 42 x 59,4cm. Obra presente no acervo do Projeto Armazém

 

04 - Moara_Tuire_Kayapo

Tuíre Kayapó, 2019 Colagem analógica. 42 x 59,4cm. Obra presente no acervo do Projeto Armazém

 

05 - Moara_Kadiweu

TKadiweu, 2017. Colagem analógica.

 

06 - hopisideral

Hopi Girl, 2019 Colagem digital. 42 x 59,4cm.

 

07 - cunhata

Kunhatã, 2017 Colagem analógica. 42 x 59,4cm.

 

08 - nascimento

Nascimento de Vênus, 2017 Colagem analógica. 42 x 59,4cm.

 

09 - pankaruru3

Povo Pankararu, 2019 Colagem digital. 42 x 59,4cm.

 

10 - praiá

As mulheres apanhadoras de umbu, 2019 Colagem digital. 42 x 59,4cm.

 

As obras de Moara Brasil podem ser adquiridas em seu site (moarabrasil.com/lojamoarabrasil) e 30% das vendas de obras fine arts com tiragem limitada vão para comunidades ribeirinhas e povos originários, como também alguns
pôsters. Ela acabou de lançar a Arte Mãe Cy que ajudará a comunidade rural de Cucurunã, de Santarém do baixo Amazonas. Devido ao momento em que nos encontramos, a artista também fará rifas de originais para ajudar a manter diversas iniciativas independentes como o espaço @colabirinto – que está correndo o risco de fechar as suas portas. O @colabirinto realizou importantes exposições como o @agostoindigena, o Nós Levantamos e #marçodasmanas. Espaço destinado a curadoria ativista no centro de São Paulo que abriu as portas para diversos artistas, principalmente negros e indígenas. Quer encomendar uma arte? Fale com @barbxavierc pelo: +55 11 99435-3004 ou encomende pelo site.

 

Sobre o Colabirinto
O espaço Colabirinto é um coletivo formado por artistas em sua grande maioria racializados, nasce com um propósito ativista, que não necessariamente tem a ver com a cultura indígena, todo o engajamento com o movimento surge de forma orgânica através da caminhada da artista Moara Brasil no movimento se entendo como uma artista indígena no ápice do seu despertar ancestral, e assim surge o projeto @gostoindigena, um grande evento com uma exposição coletiva e colaborativa de grande importância para o movimento de artistas indígenas que estão produzindo arte contemporânea da atualidade, o evento também ficou bastante conhecido por ter apresentado na exposição mais de trinta obras danificadas em um ato de vandalismo durante uma exposição no Centro Cultural Mestre Assis, em Embu das Artes ressignificada como forma de protesto, desde então, buscamos empreender uma agenda de lutas e reivindicações, sabemos que existem indígenas isolados, aldeados, vivendo em condições precárias nas beiras de estradas e outros em contexto urbano, que devido ao processo de colonização tiveram suas identidades
apagadas e estão tentando juntar as peças do quebra cabeça da sua ancestralidade, por consequência da mestiçagem. Problematizamos a complexidade do que representa ser indígena no contexto atual, considerando a atual conjuntura política. Esta é a perspectiva política do projeto. Mas também propomos uma perspectiva simbólica.
No viés simbólico, buscamos reexistir a ancestralidade, no jeito de ser nas virtudes, crenças dos nossos povos e no modo de ser indígena, a transmutação com a natureza, o manejo.