REDE CHOQUE APRESENTA: Claudia Zimmer

0 - Foto da artista - Claudia Zimmer

Claudia Zimmer é a artista apresentada nessa semana dentro da Rede Choque, que destaca aqui a parceria com o Projeto Armazém e Coletivo Elza de Florianópolis. Com a curadoria e organização de Juliana Crispe, que assina o texto de apresentação e a seleção de obras da artista.

 

 

Claudia Zimmer investiga questões relacionadas à semivisibilidade e à paisagem, atravessadas por um interesse sobre o tempo. Nesse processo, os títulos ganham igual importância para a artista. Os trabalhos nada de novo debaixo do sol | tudo passa sobre a terra, aclimatação florescente, mapa-mundiPrevisões do tempo e Hoje a mim, amanhã a ti, propõem pensar num mundo de possíveis que transcorre entre extremos. Já Marcar o dia com pedra branca | Marcar a noite com pedra preta, tem origem na frase em latim “Albo lapillo notare diem”, cuja tradução é “marcar o dia com pedra branca” e significa algo como “ser feliz durante o dia”. Neste sentido, oferece, com a pedra preta, também a possibilidade de ser feliz durante a noite. Em Palavras e pedras que se soltam, não têm volta, novamente aparecem o peso e o tempo incutidos na pedra e na palavra, através de seixos com textos gravados, de um lado em latim, e, do outro, traduzidos em português. Em água mole em pedra dura tanto bate até que fura há uma correspondência literal entre o ditado popular da frase-título com o desgaste da pedra presente na imagem. Em olho-ilha, a artista toma como referência uma imagem do fundo de um de seus olhos, propondo um jogo entre o órgão da visão e o imaginário que se tem sobre geografias insulares, percebendo/indagando em que medida um olho que contempla a paisagem pode passar a ser a  paisagem contemplada. Tal como uma luneta, observada de fora para  dentro, no momento em que o marujo grita “terra à vista!”, há o embate entre o que se vê e aquilo que se olha, pois o olho vira ilha e vice-versa.

 

8 - PREVISÃO DO TEMPO - ONDA DE SORTE - ONDA DE AZAR

 

 

1 - nada de novo debaixo do sol - tudo passa sobre a terra

Claudia Zimmer nada de novo debaixo do sol | tudo passa sobre a terra, 2018. Cartazes. Dimensões variáveis. Obra presente no acervo do Projeto Armazém

 

 

2 - aclimatação florescente

Claudia Zimmer aclimatação florescente, 2018. Cartazes. Dimensões variáveis

 

 

3 - mapa-múndi,

Claudia Zimmer mapa-múndi, 2020. Cartaz. Dimensões variáveis.

 

4 - água mole em pedra dura tanto bate até que fura

Claudia Zimmer água mole em pedra dura tanto bate até que fura, 2017. Cartaz destacável integrante do Projeto FIM/FINS DE MUNDO – Revista Palavra, Ano 8, n. 7, Rio de Janeiro: SESC, 2017. 26 X 21 cm. Obra presente no acervo do Projeto Armazém

 

6 - MARCAR O DIA COM PEDRA BRANCA

Claudia Zimmer MARCAR O DIA COM PEDRA BRANCA, 2018. Globo banhado a ouro com Pedra da Lua. Altura: 6,5 cm. Base: 3,5 cm Ø. Plaquinha banhada a ouro e gravada. 8 X 1 cm.

 

5 - MARCAR A NOITE COM PEDRA PRETA

Claudia Zimmer MARCAR A NOITE COM PEDRA PRETA, 2018. Globo banhado a ouro com Pedra Ônix. Altura: 6,5 cm. Base: 3,5 cm de diâmetro. Plaquinha banhada a ouro e gravada. 8 X 1 cm.

 

7 - Palavras e pedras que se soltam, não têm volta

Claudia Zimmer PALAVRAS E PEDRAS QUE SE SOLTAM, NÃO TÊM VOLTA, 2016. Pedras com textos gravados em latim de um lado e em português do outro. Dimensões e quantidade variáveis.

 

8 - PREVISÃO DO TEMPO - ONDA DE SORTE - ONDA DE AZAR 8A - PREVISÃO DO TEMPO8B - Previsão do tempo - onda de sorte

Claudia Zimmer, PREVISÃO DO TEMPO – ONDA DE SORTE  | ONDA DE AZAR, 2017. Carimbo realizado para o Projeto FIM/FINS DE MUNDO – Revista Palavra, Ano 8, n. 7, Rio de Janeiro: SESC, 2017.

 

9 - HOJE A MIM, AMANHÃ A TI

Claudia Zimmer HOJE A MIM, AMANHÃ A TI, 2017 Cartaz com um serrilhado podendo ser destacado. 42 X 29,7 cm

 

10 - olho-ilha

Claudia Zimmer olho-ilha, 2013 Instalação 80 cm de diâmetro X 45 cm de altura

 

BIOGRAFIA

Claudia Zimmer nasceu em Florianópolis, em 1968, e vive em Blumenau/SC. Licenciada em Artes Plásticas (UDESC), mestre e doutora em Artes Visuais (UFRGS). Possui Pós-Doutorado em Processos Artísticos Contemporâneos (PPGAV-UDESC). É docente e pesquisadora do Instituto Federal Catarinense na área de Artes Visuais. Exposições recentes: Individuais: Variações do tempo, Sala Edi Balod, Criciúma/SC (2018); Marcar o dia com pedra branca | Marcar a noite com pedra preta, Casa da Cultura Dide Brandão, Itajaí/SC (2018); Toponímia, UFPel, Pelotas/RS (2015). Coletivas: 14a Bienal Internacional de Curitiba – Fronteiras em aberto, MASC/SC, (2019), Desterro Desaterro, MASC, Florianópolis/SC (2018); 13ª Bienal Internacional de Curitiba – Fotografia: seus sistemas híbridos e fronteiriços, MASC/SC (2017). Desde 2011 participa da Feira de Arte Impressa Tijuana, em São Paulo e de feiras e exposições do Projeto Armazém, Florianópolis/SC. 

 

Curadoria e textos por Juliana Crispe

Projeto Armazém – Coletivo Elza