Armazém-Florianópolis: na REDE CHOQUE

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Foi em 2019 que eu conheci o projeto Armazém e o Coletivo Elza, através da professora, artista e curadora Lilian Amaral, que nos animou a fazer juntos ações que seriam realizadas sob o guarda-chuva da Bienal de Curitiba nesse mesmo ano. Foi amor à primeira vista. O Coletivo Elza e seu trabalho de união para reflexão/ação em torno dos direitos e potências da mulher. E o Armazém com suas ações de integração arte/ativismo/poesia/cidade.

Juliana Crispe, também artista e curadora, topou coordenar esse projeto – que pretende mostrar um portfólio de artista por semana.

 

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Sobre o Projeto Armazém

O Projeto Armazém surge em 2011 como campo articulador e propositor de relações com obras em formatos de múltiplos e publicações de artistas. Ao longo desses anos, e de suas até então 22 edições, tornou-se campo de pesquisa que se desdobra entre exposições, feiras, oficinas, seminários, processos educativos e um fluido e heterogêneo acervo de obras em que o múltiplo (obras que não são exemplares únicos) é sua premissa.

 

Nos anos de 2017 a 2020, o Projeto Armazém teve participações importantes no cenário nacional, foi mapeado pelo Territórios da Arte, projeto da Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Centro de Artes Universidade Federal Fluminense (UFF), na Região Sul, participando da exposição nacional em Niterói na UFF. Em continuidade, esteve presente em exposições e feiras pelo Estado de Santa Catarina; integrou os 70 anos do MASC, com uma grande edição; realizou exposição, feira e processo de formação no Solar do Barão em Curitiba; participou também da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, na comemoração dos 25 anos da Bienal (2018); em 2019, realizou oficina na Oswald de Andrade e duas exposições em São Paulo, na Galeria Choque Cultural e nas ruas da cidade com um projeto de Lambe-lambe, como parte da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba – que, neste ano. Também como parte da Bienal, em 2020 participou com a exposição itinerante “Tipografia: Substantivo Feminino”, em Curitiba na Galeria Design Center. O Projeto Armazém proporcionou a Juliana Crispe receber o prêmio de Jovem Curadora da Bienal Internacional, pela realização de curadorias e projetos coletivos e, em especial, pela realização e concepção do Projeto Armazém.

Vale lembrar que todas essas ações são feitas com um trabalho colaborativo, de um grande coletivo, que perpassa pelos curadores convidados em cada edição, pelas instituições parceiras e que acolhem o projeto, pela equipe do Projeto Armazém, composta atualmente por Fran Favero, Joana Amarante, Francine Goudel, Bruna Ribeiro, Matheus Abel, Andressa Argenta, Beatriz Lima e Silvia Lucas, que voluntariamente trabalham para a permanência deste projeto, e por todos os artistas que por aqui passaram e conosco constroem essa história.

 

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Registro exposição 19a edição Projeto Armazém foto Marcio Silveira

Registro exposição 19a edição Projeto Armazém foto Marcio Silveira 2

Registro exposição 21a edição Projeto Armazém foto Vitória Bramatti 1

Registro exposição 21a edição Projeto Armazém foto Vitória Bramatti 2

Registro exposição 21a edição Projeto Armazém foto Vitória Bramatti 3

Registro exposição 21a edição Projeto Armazém foto Vitória Bramatti 4

Registro exposição 21a edição Projeto Armazém foto Vitória Bramatti 5

Registro exposição 21a edição Projeto Armazém foto Vitória Bramatti 6

O acervo do Projeto Armazém é constituído por obras que sejam múltiplos como: publicações de artista, livros de artista, cadernos de artista, cadernos de desenho, diários de artista, diários de bordo, postais, panfletos, cartazes, gravuras, fanzines, lambe-lambes, stickers, cartões, carimbos, objetos, entre outros trabalhos que tenham tiragem
(de pequenas e grandes edições).
O Projeto Armazém surge em 2011 como campo articulador e propositor de relações com obras em formatos de múltiplos e publicações de artistas, que ao longo dos anos, e de suas edições, tornou-se campo de pesquisa que se desdobra entre exposições, feiras, oficinas, seminários, processos educativos e um fluido e heterogêneo acervo de obras em que o múltiplo (obras que não são exemplares únicos) é sua premissa.
Nosso desafio atual é analisar o projeto historicamente, criar estratégias de conservação, catalogação e manutenção do acervo/coleção/arquivo que conta com mais de trezentos artistas, em sua maioria brasileiros, e com aproximadamente três mil peças, acondicionadas no bairro do Sambaqui em Florianópolis (SC), no Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza.

exposição Ressoar foto Marcio Silveira 0

exposição Ressoar foto Marcio Silveira 3

 

 

 

juliana crispe foto de Sergio Vignes

Juliana Crispe foto de Sergio Vignes

Juliana Crispe e Lia Crispe

Juliana Crispe e Lia Crispe

Juliana Crispe

Nasceu em 19 de Novembro de 1982, em Florianópolis (Ilha de Santa Catarina) – SC.

É Curadora, Pesquisadora, Professora, Arte-educadora e Artista Visual.

 

[formação acadêmica/titulação]

– Pós-doutora pela Universidade do Estado de Santa Catarina, PPGAV/UDESC, no Programa de Pós Graduação em Artes, com a pesquisa “Armazém – Reflexões sobre o projeto, o múltiplo e a publicação de artista e outros desdobramentos” (2019).

– Doutora em Educação pelo Programa em Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, PPGE/UFSC (2016).

– Mestre em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, PPGAV/UDESC (2011).

– Licenciada em Artes Visuais pelo Centro de Artes, Universidade do Estado de Santa Catarina (2009).

– Bacharel em Artes Plásticas pelo Centro de Artes, Universidade do Estado de Santa Catarina (2006).

 

[atividades profissionais]

Participa de exposições desde 2003.

Desenvolveu projetos educativos nos principais museus, instituições e espaços culturais da cidade de Florianópolis, coordenando, mediando e desenvolvendo projetos e materiais educativos desde 2005.

Entre os anos de 2005 a 2009 ministrou aula nas redes de ensino municipal e estadual, particular e pública em Florianópolis.

Começa a estudar e atuar em projetos em curatoriais em 2007, tendo realizado mais de uma centena de exposições.

Desde 2011 é professora dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais do CEART – Centro de Artes, UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina. Atuando nas disciplinas de Gravura, Multimeios, Arte e Agenciamentos Culturais, Cultura Visual, Estágio Curricular Supervisionado, Metodologia do Ensino de Artes Visuais e Pesquisa em Artes Visuais.

Paralelamente atuou em cursos de especialização na UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense.

Coordena o Projeto Armazém, que desde 2011 realiza exposições, feiras, seminários e oficinas, tendo como objetivo a divulgação do múltiplo e da publicação de artista. Já participaram do projeto mais de 400 artistas/coletivos/editoras independentes e conta com mais de 3000 obras em seu acervo.

Desde 2016 coordena o Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza em Florianópolis, um coletivo de mulheres com o objetivo de promover arte, cultura, publicações de artistas, educação, infância e empoderamento feminino.

Atuou como voluntária no Museu Victor Meirelles como consultora na elaboração do programa Agenda Cultural e na curadoria/seleção de artistas para o Programa de Exposições Temporárias 2016-2018.

Participa de Conselhos e Comissões de Editais de Artes Visuais pelo estado de Santa Catarina.

É membra da ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte.

É membra do Conselho Deliberativo do Museu de Arte de Santa Catarina – MASC.

 

[prêmios]

* Prêmio Elisabete Anderle de Apoio às Artes e à Cultura do Estado de Santa

Catarina. Fundação Catarinense de Cultura, 2017.

* Prêmio Victor Meirelles – Personalidade das Artes Visuais do Ano. Academia

Catarinense de Letras e Artes, 2017.

* Prêmio Rodrigo Mello de Franco de Andrade pela participação e curadoria da Bienal Internacional de Curitiba. Troféu ABCA (Academia Brasileira de Críticos de Art), 2018.

* Prêmio Jovem Curador – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, 2019.