EM CHOQUE

Coletiva Anual no Galpão do Itaim

Período expositivo 16 de março a 03 de maio

Horario de Funcionamento: terça a sábado 11 – 18hs

Rua Miguel Calfat, 213 – Vila Olímpia, Sp.

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Tec, ‘Culatra’ – fotografia impressa – 42 x 42 cm

EM CHOQUE

com os artistas:

Alê Jordão, Coletivo BijaRi, Daniel Melim, Jaca, Mariana Martins, Narcélio Grud, Tec e o duo Rafael Silveira & Flávia Itiberê

Curadoria de Laura Rago

Para além da consciência da dimensão mimética da arte, os artistas reunidos na mostra Em Choque, cada um a seu modo, dão respostas a um momento desafiador, na forma de resistência à amnésia coletiva, ao conformismo e a um conservadorismo estéril, criando perspectivas de diálogo com o espectador. 

Engendrados por novos processos e dinâmicas sociais, num universo onde tudo está impregnado de seu contrário, eles transpuseram limites invisíveis. Deram-se conta de que, na vida real, estão postas escolhas e alternativas de destino que trazem para o seu horizonte um leque de maneiras autônomas de viver e sentir.

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Narcélio Grud, ‘Fé Cega, Faca Amolada’ Madeira Louro Canela, Aço, Polietileno e Pintura PU 60 x 33 cm

Cabe aos artistas provocar o claro posicionamento diante da realidade, exigido pelo tempo presente. Daniel Melim, Coletivo Bijari, Tec, Alê Jordão, Mariana Martins, Jaca, Narcélio Grud e Rafael Silveira estão na linha de frente desse movimento, rumo à emancipação humana. 

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Daniel Melim, ‘Tumulto’ – acrílica e spray sobre tela – 150 x 200 cm

Sua produção, pela própria natureza, resiste aos espaços das galerias tradicionais. Para alguns, a cidade, com suas ruas, pontes, muros e becos, converteu-se, a um só tempo, em suporte, ateliê e local permanente de exposição.

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Ale Jordão, ‘Semáforo’

Não à toa esses artistas e seus trabalhos se encontraram na Choque Cultural. Fundado por Baixo Ribeiro, o espaço é um lugar de encontro de laços fraternos, de conversas e de crítica que legitima experiências artísticas capazes de tirar o público da atitude contemplativa, convidando-o ao diálogo e à inclusividade. 

O desafio de expor obras como essas se resolve na criação de pontes pelas quais elas transitam não só de fora para dentro da galeria, ambiente que predispõe à reflexão, como em sentido inverso, levando consigo, de volta ao local onde nasceram, um espectador desperto, consciente, mobilizado.

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Mariana Martins, ‘Canivetes’ – assemblage com objetos pessoais e caligrafia 50 x 50 cm

Sem módulos e sem preocupações cronológicas, a coletiva é uma amostra de um movimento genuíno de leitura do contemporâneo que emerge para definitivamente conquistar seu lugar na história da arte.  

A exposição é um chamamento à ação política, num momento da história em que a ameaça das sombras da censura e da intolerância torna necessário contrapor-se a toda e qualquer imposição regressivista, que tente pôr em risco a liberdade de expressão. 

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BijaRi, série ‘Vocabulario Combativo’ – dois cassetetes de pvc anexados

 

Se não tem, por si só, o poder de mudar o mundo, a arte tem, em contrapartida, o condão de, pela via do encantamento estético, mover os afetos, fazer aflorar os sentimentos, iluminar fendas nos consensos aparentes e provocar estados de alerta.

 

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Rafael Silveira, ‘Oásis’ – óleo sobre tela – 100 x 80 cm

 

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