Daniel Melim na Choque

Exposição: Telas-Murais

Daniel Melim

Telas de grande formato.

Choque Cultural 

Rua Medeiros de Albuquerque 250, vila Madalena

Abertura: 3 de março, das 11 às 18 horas

Período da exposiçao: de 3/3 a 28/4

Horário de funcionamento: de terça a sábado, de 11 às 18 horas

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Num momento em que a política encontra-se num beco escuro e sujo, a arte pode nos ajudar a vislumbrar saídas iluminadas. Com esse espírito, Melim se concentrou na produção dos grandes trabalhos que expõe, agora, em São Paulo.

Para o artista, o momento exige a participação de todos no debate sobre o futuro que estamos construindo. Formado na cultura punk e no ambiente operário de São Bernardo, cidade industrial e berço do movimento sindical no Brasil, Melim não esconde suas raízes. Pelo contrário, prefere reforçar o seu ativismo político independente e próximo de causas libertárias. Nesse mês, por exemplo, participa de exposição no Museu da Diversidade Sexual e produz um grande Mural na USP, celebrando o feminismo.

Para essa exposição na Choque Cultural, Melim apresenta um conjunto de pinturas-murais – como a “Foi Só Isso Que Sobrou ” , que tem dois metros e meio de altura por três metros de comprimento ou A “Jardim Limpão” de um metro e meio por cinco metros.

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É uma escala de pintura impressionante, que nos sensibiliza pela força das imagens impressas mas, ao mesmo tempo, nos cativa pela elaboração cuidadosa em cada centímetro de tela. O artista utiliza muitos recursos inventados, recolhidos da sua vivência no graffiti: escorridos, texturas e ruídos visuais, sombras de desenhos a lápis, figuras pinceladas, imagens pintadas com spray e estêncil.

São trabalhos mais viscerais que Melim nos propõe. Uma tonalidade mais agressiva e irônica pode ser percebida no sentido panfletário da tela “Chão de Fábrica”, no quase sarcasmo da   “Manipulação de Massas” ou na contundência direta da imagem do policial rasgando a declaração dos direitos humanos.

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Nessa exposição, o artista não faz nenhuma concessão e não alivia pra ninguém: Melim subverte o senso da publicidade e dá um propósito verdadeiramente político aos mais banais símbolos pop.